Primeiro e-reader nacional previsto para junho de 2010

Apareceu em um fórum do Mobileread a notícia do primeiro e-book reader com software 100% brasileiro e usando tecnologia e-ink – idêntica ao Kindle e Sony Reader. Chamado de MIX LEITOR D, deve ser lançado em junho de 2010 pela Carpe Diem Edições e Produções. Será que é quente mesmo? De acordo com a pessoa que postou naquele fórum, as especificações do aparelho seriam as seguintes:

- Preço entre R$650 (modelo básico) e R$1.100 (modelo Premium).
- Tela e-ink de 6″, peso 400g, 1GB de capacidade no modelo básico e 4Gb no modelo premium.
- Conexão à Internet (provavelmente wi-fi, diz o post), direcionada a um portal para compra de livros, mas também capaz de navegar em bibliotecas de domínio público.
- Um teclado em português completo, semelhante ao do Kindle, com alguns botões extras aqui e ali.
- Uma funcão quiz, com botões específicos (”A, B, C, D e E” e “V-F”), igual as opções de provas de vestibular e concursos;
- Além disso, permitiria anotar comentários e fazer buscas;

Se o aparelho fizer tudo que promete, vai sacudir o mercado editorial aqui no Brasil. Mesmo sendo caro – convenhamos, R$ 1.100 é caro pra caramba. E R$ 650,00 por um “modelo básico”… básico deve ser “sem wi-fi”, porque só a diferença de memória não justificaria R$ 450,00 de diferença entre um e outro.

Aquela função quiz… parece perfumaria. Mas dá verossimilhança à notícia, porque algo assim só pode ter saído da cabeça de um brasileiro.

Bem, se tiver wi-fi então, vai ser um espetáculo. O teclado é bem-vindo, assim como a função de anotar e pesquisar no aparelho, extremamente úteis e que fazem falta nos aparelhos da Sony. Um aparelho com essas funções fica em pé de igualdade ao Kindle.

A grande questão é a suposta loja aonde vão direcionar os leitores… se houver a possibilidade de ler e carregar arquivos de outras lojas, como permite o aparelho da Sony, será ótimo. Agora, se for como o da Amazon, que só permite ler os livros vendidos pela própria empresa, será uma grande furada… o fato de poder acessar livros de “bibliotecas de domínio público” dá esperança de que o aparelho aceite arquivos de outras fontes.

A pergunta que não quer calar é a seguinte: que formatos seriam lidos nesse aparelho? Só PDF e TXT, ou vamos ter o ePub em ação? Seria um começo com pé direito mesmo, para o mercado editorial do Brasil, se o primeiro e-reader nacional já viesse lendo livros no padrão internacional do IDPF.

Via Editora Plus

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