O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse no dia 16 na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado que o governo está empenhado em encontrar soluções que viabilizem investimentos de R$ 15 bilhões entre 2010 e 2014 e atingir a meta de mais de 90% de acessos à internet, no serviço público e nas escolas, por pontos fixos de banda larga.
Para tanto, o ministro ressaltou que caberá às empresas de telefonia a maior parte dos investimentos, algo em torno de R$ 49 bilhões. A contrapartida do setor público seria de R$ 26 bilhões com base em renúncias fiscais e investimentos em infraestrutura como satélites. Ele acrescentou que as empresa não estavam preparadas para servir uma estrutura tão grande.
“Por essa razão estamos empenhados em encontrar uma solução que permita investimentos de R$ 15 bilhões anualmente, por cinco anos. Caso contrário, é inviável ao governo criar uma estrutura funcional para viabilizar a banda larga no país.”
Hélio Costa destacou também que a estruturação em cinco anos da cobertura por banda larga em todo o país foi um dos fatores preponderantes para a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, e do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016. “Não há como fazer a Copa do Mundo e as Olimpíadas sem uma banda larga que funcione nos moldes das da Europa e dos Estados Unidos”, ressaltou.
Um dos principais desafios a serem enfrentados nestes investimentos será disponibilizar ao interior do país o sinal de banda larga. O objetivo é garantir a oferta da banda larga nestas localidades “a um preço razoável”.
A meta proposta pelo Ministério das Comunicações, na proposta de expansão do sistema ainda em estudo por uma comissão interministerial, é aumentar em dez vezes, até 2014, a velocidade do sinal de banda larga que hoje chega ao interior brasileiro.
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